A irrigação endodôntica é um dos passos mais importantes do tratamento de canal. Ela promove limpeza química, desinfecção e remoção de detritos, complementando a instrumentação mecânica. Para isso, é essencial selecionar corretamente materiais e soluções irrigadoras.
Entre as principais substâncias utilizadas estão o hipoclorito de sódio, o EDTA, a clorexidina e as soluções fisiológicas complementares. Cada uma tem papel específico, como dissolução de tecido orgânico, remoção de smear layer ou ação antimicrobiana.
As seringas utilizadas devem ter capacidade adequada, geralmente entre 5 e 10 ml, além de boa vedação para evitar refluxo. Já as agulhas de irrigação precisam ter ponta lateral (side vent) ou pontas flexíveis, que reduzem o risco de extrusão de solução e permitem maior controle dentro do canal.
A profundidade de inserção da agulha deve ser cuidadosamente controlada, mantendo 2 a 3 mm de distância do ápice para evitar acidentes. Movimentos suaves, irrigação constante e troca periódica da solução aumentam a eficácia do processo.
Quando feita corretamente, a irrigação assegura descontaminação mais eficiente, reduz falhas e aumenta a taxa de sucesso do tratamento endodôntico.

